Ancelotti vê eliminação do Brasil como injusta e explica escolha por Bruno Guimarães no pênalti: “Melhor no campo”

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Carlo Ancelotti lamentou a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). Bastante abatido na entrevista coletiva, o treinador afirmou que o Brasil fez uma boa campanha e merecia a classificação. "Estamos profundamente tristes. A equipe não fez um Mundial espetacular, mas um bom Mundial. Hoje merecíamos ganhar o jogo. Agora temos que seguir trabalhando, melhorando e encontrando novas ideias. É o princípio de um novo ciclo", declarou.

Sobre o pênalti desperdiçado no primeiro tempo, Ancelotti explicou que a escolha por Bruno Guimarães já estava definida antes da partida. Segundo o treinador, um levantamento estatístico apontava Raphinha como o principal cobrador da Seleção, seguido por Neymar, Igor Thiago, Bruno Guimarães e Martinelli. Como os três primeiros não estavam disponíveis no momento da cobrança, Bruno foi o escolhido. O técnico também esclareceu que Vinícius Júnior apenas segurou a bola para proteger o verdadeiro cobrador da pressão dos adversários, estratégia previamente combinada.

Ancelotti também avaliou que o Brasil controlou boa parte da partida, criou diversas oportunidades, mas encontrou dificuldades para pressionar a saída de bola da Noruega devido à movimentação de Martin Odegaard. O treinador afirmou que a equipe teve chances claras tanto no primeiro quanto no segundo tempo, ainda com o placar zerado, e que as substituições buscaram dar mais profundidade e intensidade ofensiva na tentativa de conquistar a vitória.

Com contrato renovado até 2030, o comandante italiano já projetou o próximo ciclo da Seleção Brasileira. Ancelotti destacou que a derrota deve servir como aprendizado e motivação para a continuidade do trabalho. "Vamos seguir trabalhando para esta Seleção, tentando melhorar e buscar novas ideias. O trabalho foi bom. O futebol é assim. Temos que saber lidar com a tristeza de uma derrota e transformá-la em impulso para um novo trabalho", concluiu.