Assim como em diversos municípios brasileiros, o transporte coletivo urbano enfrenta dificuldades em Alegrete. Segundo o sócio-proprietário da Empresa Fronteira D'Oeste, Rodrigo Perini, a licitação realizada em 2022 previa uma demanda de 180 mil passageiros por mês, número que nunca foi alcançado. Atualmente, a empresa transporta entre 150 mil e 160 mil passageiros mensalmente.
Desse total, cerca de 40% utilizam gratuidades, restando aproximadamente 90 mil passageiros pagantes por mês. Perini também destacou que a tarifa do transporte coletivo está congelada desde 2024 e que a empresa recebe um subsídio mensal de R$ 100 mil do Poder Público para compensar as perdas. No entanto, segundo ele, o valor já é insuficiente diante do aumento dos custos com combustíveis, peças de reposição e do dissídio dos funcionários.
O empresário também apontou que a distância entre os bairros e a região central, os congestionamentos registrados no centro da cidade e a falta de políticas públicas para o setor impactam diretamente a operação do transporte coletivo.
Como alternativa, Perini defende a adoção de modelos já existentes em outras cidades, como Canoas, onde o transporte é 100% subsidiado pelo poder público. Segundo ele, esse sistema permite às empresas investir em ônibus mais modernos e oferecer à população um transporte público de maior qualidade e dignidade.